" Mas aí lembrei, no meio da minha gargalhada, como eu queria contar essa história para você. E fiquei triste de novo."
- Tati B.
sexta-feira, 30 de setembro de 2011
"Olha, eu sei que o barco tá furado e sei que você também sabe, mas queria te dizer pra não parar de remar, porque te ver remando me dá vontade de não querer parar de remar também. Tá me entendendo? Eu sei que sim. Eu entro nesse barco, é só me pedir. Nem precisa de jeito certo, só dizer e eu vou."
Caio Fernando Abreu
Caio Fernando Abreu
quinta-feira, 29 de setembro de 2011
terça-feira, 27 de setembro de 2011
Cinema é melhor pra saúde do que pipoca!
Conversa é melhor do que piada.
Exercício é melhor do que cirurgia.
Humor é melhor do que rancor.
Amigos são melhores do que gente influente.
Economia é melhor do que dívida.
Pergunta é melhor do que dúvida.
Sonhar é melhor do que NADA!
Luís Fernando Veríssimo
Conversa é melhor do que piada.
Exercício é melhor do que cirurgia.
Humor é melhor do que rancor.
Amigos são melhores do que gente influente.
Economia é melhor do que dívida.
Pergunta é melhor do que dúvida.
Sonhar é melhor do que NADA!
Luís Fernando Veríssimo
domingo, 25 de setembro de 2011
Dos ficantes aos namoridos.
Se você é deste século, já sabe que há duas tribos que definem o que é um relacionamento moderno.
Uma é a tribo dos ficantes. O ficante é o cara que te namora por duas horas numa festa, se não tiver se inscrito no campeonato “Quem pega mais numa única noite”, quando então ele será seu ficante por bem menos tempo — dois minutos — e irá à procura de outra para bater o próprio recorde. É natural que garotos e garotas queiram conhecer pessoas, ter uma história, um romance, uma ficada, duas ficadas, três ficadas, quatro ficadas... Esquece, não acho natural coisa nenhuma. Considero um desperdício de energia.
Pegar sete caras. Pegar nove “mina”. A gente está falando de quê, de catadores de lixo? Pegar, pega-se uma caneta, um táxi, uma gripe. Não pessoas. Pegue-e-leve, pegue-e-largue, pegueeuse, pegue-e-chute, pegue-e-conte-para-os-amigos.
Pegar, cá pra nós, é um verbo meio cafajeste. Em vez de pegar, poderíamos adotar algum outro verbo menos frio. Porque, quando duas bocas se unem, nada é assim tão frio, na maioria das vezes esse “não estou nem aí” é jogo de cena. Vão todos para a balada fingindo que deixaram o coração em casa, mas deixaram nada. Deixaram a personalidade em casa, isso sim.
No entanto, quem pode contra o avanço (???) dos costumes e contra a vulgarização do vocabulário? Falando nisso, a segunda tribo a que me referia é a dos namoridos, a palavra mais medonha que já inventaram. Trata-se de um homem híbrido, transgênico.
Em tese, ele vale mais do que um namorado e menos que um marido. Assim que a relação começa, juntam-se os trapos e parte-se para um casamento informal, sem papel passado, sem compromisso de estabilidade, sem planos de uma velhice compartilhada — namoridos não foram escolhidos para serem parceiros de artrite, reumatismo e pressão alta, era só o que faltava.
Pois então. A idéia é boa e prática. Só que o índice de príncipes e princesas virando sapo é alta, não se evita o tédio conjugal (comum a qualquer tipo de acasalamento sob o mesmo teto) e pula-se uma etapa quentíssima, a melhor que há.
Trata-se do namoro, alguns já ouviram falar. É quando cada um mora na sua casa e tem rotinas distintas e poucos horários para se encontrar, e esse pouco ganha a importância de uma celebração.
Namoro é quando não se tem certeza absoluta de nada, a cada dia um segredo é revelado, brotam informações novas de onde menos se espera. De manhã, um silêncio inquietante. À tarde, um mal-entendido. À noite, um torpedo reconciliador e uma declaração de amor.
Namoro é teste, é amostra, é ensaio, e por isso a dedicação é intensa, a sedução é ininterrupta, os minutos são contados, os meses são comemorados, a vontade de surpreender não cessa — e é a única relação que dá o devido espaço para a saudade, que é fermento e afrodisíaco. Depois de passar os dias se vendo só de vez em quando, viajar para um fim de semana juntos vira o céu na Terra: nunca uma sexta-feira nasce tão aguardada, nunca uma segunda-feira é enfrentada com tanta leveza.
Namoro é como o disco “Sgt. Peppers”, dos Beatles: parece antigo e, no entanto, não há nada mais novo e revolucionário. O poeta Carlos Drummond de Andrade também é de outro tempo e é para sempre. É ele quem encerra esta crônica, dando-nos uma ordem para a vida: “Cumpra sua obrigação de namorar, sob pena de viver apenas na aparência. De ser o seu cadáver itinerante".
(Martha Medeiros)
Uma é a tribo dos ficantes. O ficante é o cara que te namora por duas horas numa festa, se não tiver se inscrito no campeonato “Quem pega mais numa única noite”, quando então ele será seu ficante por bem menos tempo — dois minutos — e irá à procura de outra para bater o próprio recorde. É natural que garotos e garotas queiram conhecer pessoas, ter uma história, um romance, uma ficada, duas ficadas, três ficadas, quatro ficadas... Esquece, não acho natural coisa nenhuma. Considero um desperdício de energia.
Pegar sete caras. Pegar nove “mina”. A gente está falando de quê, de catadores de lixo? Pegar, pega-se uma caneta, um táxi, uma gripe. Não pessoas. Pegue-e-leve, pegue-e-largue, pegueeuse, pegue-e-chute, pegue-e-conte-para-os-amigos.
Pegar, cá pra nós, é um verbo meio cafajeste. Em vez de pegar, poderíamos adotar algum outro verbo menos frio. Porque, quando duas bocas se unem, nada é assim tão frio, na maioria das vezes esse “não estou nem aí” é jogo de cena. Vão todos para a balada fingindo que deixaram o coração em casa, mas deixaram nada. Deixaram a personalidade em casa, isso sim.
No entanto, quem pode contra o avanço (???) dos costumes e contra a vulgarização do vocabulário? Falando nisso, a segunda tribo a que me referia é a dos namoridos, a palavra mais medonha que já inventaram. Trata-se de um homem híbrido, transgênico.
Em tese, ele vale mais do que um namorado e menos que um marido. Assim que a relação começa, juntam-se os trapos e parte-se para um casamento informal, sem papel passado, sem compromisso de estabilidade, sem planos de uma velhice compartilhada — namoridos não foram escolhidos para serem parceiros de artrite, reumatismo e pressão alta, era só o que faltava.
Pois então. A idéia é boa e prática. Só que o índice de príncipes e princesas virando sapo é alta, não se evita o tédio conjugal (comum a qualquer tipo de acasalamento sob o mesmo teto) e pula-se uma etapa quentíssima, a melhor que há.
Trata-se do namoro, alguns já ouviram falar. É quando cada um mora na sua casa e tem rotinas distintas e poucos horários para se encontrar, e esse pouco ganha a importância de uma celebração.
Namoro é quando não se tem certeza absoluta de nada, a cada dia um segredo é revelado, brotam informações novas de onde menos se espera. De manhã, um silêncio inquietante. À tarde, um mal-entendido. À noite, um torpedo reconciliador e uma declaração de amor.
Namoro é teste, é amostra, é ensaio, e por isso a dedicação é intensa, a sedução é ininterrupta, os minutos são contados, os meses são comemorados, a vontade de surpreender não cessa — e é a única relação que dá o devido espaço para a saudade, que é fermento e afrodisíaco. Depois de passar os dias se vendo só de vez em quando, viajar para um fim de semana juntos vira o céu na Terra: nunca uma sexta-feira nasce tão aguardada, nunca uma segunda-feira é enfrentada com tanta leveza.
Namoro é como o disco “Sgt. Peppers”, dos Beatles: parece antigo e, no entanto, não há nada mais novo e revolucionário. O poeta Carlos Drummond de Andrade também é de outro tempo e é para sempre. É ele quem encerra esta crônica, dando-nos uma ordem para a vida: “Cumpra sua obrigação de namorar, sob pena de viver apenas na aparência. De ser o seu cadáver itinerante".
(Martha Medeiros)
Só nós, amigas, temos o poder de passar horas assim. Num quarto onde não há nada para se fazer, deitadas na cama, olhando pro teto, provavelmente enquanto tiramos algumas das tão odiadas pontas duplas, e conversando. Sem tocar em se quer um único assunto que seja construtivo. Acho que essa é a melhor parte de estarmos juntas, apesar de tantas bobagens que são capazes de ocupar nosso dia inteiro quando começam a ser faladas, sabemos diferenciar a hora da fofoca, com a hora de exercer nosso papel principal: o de amiga.
❝ Não vou espalhar solidão por aí, chorar no ombro de estranhos, implorar por atenção. Longe de mim parecer fracassada, ser lembrada como a menininha frágil e carente que só quer ser abraçada. Eu escondo. E bem escondido, onde não se sente cheiro, onde não se vê nem se sente. Eu poderia expor minhas dores um pouco mais só para ganhar as pessoas. Olhares piedosos e tapinhas nas costas são temporários e eu quero algo permanente. Cansei de coisas à prestação. Tenho pressa e não me contento com pouca coisa.
— Bruna Cassiano
— Bruna Cassiano
sexta-feira, 23 de setembro de 2011
quarta-feira, 21 de setembro de 2011
- Você está feliz?
- Por que?
- Curiosidade. Mas, responde, você está feliz?
- Estou feliz, claro que estou muito feliz. Por que não estaria?
- Você não é feliz. - Não era uma pergunta.
- Por que você está dizendo isso? Não sou uma das pessoas mais alegres que você conhece?
- Você sorri sempre. Sempre têm palavras doces para todos. Sempre tem uma canção na ponta da língua.
- Então, sou contente…
- Verdade. Ri de tudo. Mas, quando não acha que está sendo observada, fica pensativa.
- Eu penso demais. Isso não significa nada. Eu sou feliz e ponto. Que coisa. Tenho um buquê de sorrisos.
- É. Até pode ser. Mas, são seus olhos.
- O que tem eles?
- Seus olhos. Eles não brilham mais.
- Por que?
- Curiosidade. Mas, responde, você está feliz?
- Estou feliz, claro que estou muito feliz. Por que não estaria?
- Você não é feliz. - Não era uma pergunta.
- Por que você está dizendo isso? Não sou uma das pessoas mais alegres que você conhece?
- Você sorri sempre. Sempre têm palavras doces para todos. Sempre tem uma canção na ponta da língua.
- Então, sou contente…
- Verdade. Ri de tudo. Mas, quando não acha que está sendo observada, fica pensativa.
- Eu penso demais. Isso não significa nada. Eu sou feliz e ponto. Que coisa. Tenho um buquê de sorrisos.
- É. Até pode ser. Mas, são seus olhos.
- O que tem eles?
- Seus olhos. Eles não brilham mais.
Sabe, eu me perguntava até que ponto você era aquilo que eu via em você ou apenas aquilo que eu queria ver em você, eu queria saber até que ponto você não era apenas uma projeção daquilo que eu sentia, e, se era assim, até quando eu conseguiria ver em você todas essas coisas que me fascinavam e que no fundo, sempre no fundo, talvez nem fossem suas, mas minhas, e pensava que amar era só conseguir ver, e desamar era não mais conseguir ver, entende?
- Caio Fernando Abreu
- Caio Fernando Abreu
terça-feira, 20 de setembro de 2011
A gente tem que entender que banalidade é diferente de futilidade. Eu adoro uma banalidade. Adoro bater papo com velhinho no ponto de ônibus ou na fila da farmácia. Adoro quem para, olha pro céu e comenta com o desconhecido ao lado que ele tá bonito hoje. Adoro quem diz que tá calor ou que vai chover. Adoro gente interessante, adoro gente interessada, adoro gente que conversa sobre qualquer bobagem e sabe se divertir com isso. Do cheiro do pão à crise política. Adoro banalidade.
(Daniella L)
(Daniella L)
domingo, 18 de setembro de 2011
sábado, 17 de setembro de 2011
Se você tem pai,se você tem mãe,se você tem uma casa,se você tem uma comida na mesa,se você tem uma cama limpinha, quentinha, se você tem saúde,se você enxerga,se você escuta, se você se supera,se você erra e aprende com seu erro... Aí você é feliz! Aí você tem tudo! Porque dinheiro e sucesso, não compra tudo não...
O dinheiro compra muita gente, mas não compra tudo não, ta ligado... Então, quero
que vocês entendam, que o melhor que a gente pode ter na vida, são as coisas básicas: é a nossa saúde, é a família, é um amigo, é um lugar pra viver.. !
É ter no que acreditar, é viver em função de um sonho...Eu tenho uma alma, que é feita de sonhos.. !
Chorão
O dinheiro compra muita gente, mas não compra tudo não, ta ligado... Então, quero
que vocês entendam, que o melhor que a gente pode ter na vida, são as coisas básicas: é a nossa saúde, é a família, é um amigo, é um lugar pra viver.. !
É ter no que acreditar, é viver em função de um sonho...Eu tenho uma alma, que é feita de sonhos.. !
Chorão
quarta-feira, 14 de setembro de 2011
segunda-feira, 12 de setembro de 2011
Se você não se distrai, o amor não chega nunca ,a sua música não toca, o acaso vira espera e sufoca, a alegria vira ansiedade e quebra o encanto doce de te surpreender de verdade. Se você não se distrai, a estrela não cai, o elevador não chega e as horas não passam... O dia não nasce, a lua não cresce, A paixão vira peste e abraço, armadilha.
Se você não se distrai, não descobre uma nova trilha, não dá um passeio, não rí de você mesmo.
A vida fica mais dura, o tempo passa doendo e qualquer trovão mete medo se você está sempre temendo a fúria da tempestade ♫
Distração - Zélia Ducan
Se você não se distrai, não descobre uma nova trilha, não dá um passeio, não rí de você mesmo.
A vida fica mais dura, o tempo passa doendo e qualquer trovão mete medo se você está sempre temendo a fúria da tempestade ♫
Distração - Zélia Ducan
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